Houve um tempo em que flores no supermercado apareciam apenas três vezes ao ano: Dia das Mães, Namorados e Finados. No restante do calendário, eram apenas um item esquecido no canto da entrada.
Em 2026, esse cenário mudou radicalmente.
As grandes redes varejistas, tanto as de perfil premium quanto os atacarejos, perceberam que a categoria de Flores e Plantas, deixou de ser apenas “decoração” para se tornar um pilar de experiência do cliente e margem de contribuição.
Mas o que impulsionou essa mudança? Por que redes que antes ignoravam esse setor estão agora investindo em áreas verdes dentro de loja? Listamos as 4 tendências que explicam esse “boom” verde no varejo alimentar.
1. A Consolidação do hábito "Plant Parent"
O comportamento do consumidor pós-2020 se transformou de forma definitiva. A busca por bem-estar e a necessidade de trazer a natureza para dentro de casas e apartamentos (o conceito de biofilia) criaram uma demanda recorrente. O consumidor de 2026 não compra plantas apenas para presentear; ele compra para cuidar e decorar. E onde ele quer encontrar essa planta? No lugar onde ele já vai toda semana: o supermercado. Redes que oferecem essa conveniência aumentam a frequência de visita do cliente.
2. A Loja física como experiência sensorial
Enquanto o e-commerce domina a compra de itens básicos (limpeza, mercearia), a loja física precisa oferecer o que a tela do celular não entrega: cheiro, frescor e beleza. Uma seção de flores bem montada logo na entrada da loja (o famoso “cartão de visita”) altera a percepção de valor de toda a rede.
- Para redes Premium (como no Sul do país): Flores exóticas e orquídeas sinalizam sofisticação e curadoria.
- Para redes de vizinhança: Plantas verdes e temperos sinalizam frescor e saudabilidade.
3. O poder da compra por impulso (e do Ticket Médio)
Diferente do arroz e feijão, a planta raramente está na lista de compras escrita. Ela é uma compra de impulso e emocional. Quando o cliente vê uma Kalanchoe vibrante ou uma folhagem bonita com preço acessível, ele coloca no carrinho pelo fator “eu mereço”. Para o supermercado, isso significa um aumento imediato no ticket médio com um produto que, se bem gerido, oferece margens superiores às commodities tradicionais.
4. A profissionalização da cadeia (O fim do medo da quebra)
A maior barreira histórica para os supermercados sempre foi a logística e a quebra (perda). “Flor morre rápido, é prejuízo”, diziam os gestores. A tendência para 2026 é a parceria estratégica. As redes pararam de tentar fazer tudo sozinhas e passaram a contratar intermediários especialistas, como a Manaka, que garantem:
- Curadoria direto no Veiling Holambra (comprando o que está em tendência);
- Logística climatizada e adequada (crucial para distâncias longas como Minas Gerais e Sul);
- Inteligência de Mix (mandar o produto certo para a loja certa).

Flores não são enfeites, são negócios.
Em 2026, ter uma seção de flores “mais ou menos” é deixar dinheiro na mesa e frustrar o seu cliente. Seja para encantar o consumidor exigente de Curitiba ou abastecer a demanda crescente das famílias mineiras, o segredo não é apenas ter o produto, é ter a estratégia certa por trás dele.
Sua rede está pronta para transformar a categoria de flores em um diferencial competitivo este ano?

